Sinpolpi paralisa Polícia Civil de Picos por 24 horas

De : Eliziane | Em : 30 de Nov de 2017

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Com total apoio da categoria, sindicato paralisa atividades e realiza ato de protesto contra descaso do governo com a segurança pública.

O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Piauí (Sinpolpi) esteve em Picos, nesta segunda (28) e terça-feira (29), para realizar ato de protesto contra o governo do Estado, que resultou em paralisação por 24 horas das atividades na Central de Flagrantes da cidade e na interdição do antigo prédio que funcionava a delegacia.

Além do ato, os diretores representantes do sindicato, o Presidente Constantino Júnior, o diretor jurídico Francisco Leal, os tesoureiros Segisnando Neto e Salomão Rodrigues, o diretor de assuntos parlamentares Washington Fernandes, o diretor de assuntos dos aposentados e pensionistas Joel Joaquim e a componente do conselho fiscal Maria da Conceição, visitaram o Ministério Público e o Ministério do Trabalho para cobrarem ações resolutivas por parte da justiça no caso da segurança pública de Picos.

De acordo com Constantino Júnior, desde 2015 ocorrem audiências para tentar resolver a situação de Picos que, atualmente, possui uma Central de Flagrantes funcionando em local provisório, o prédio antigo sendo mantido como armazém de sucata e as obras de construção do local definitivo atrasadas.

“A decisão judicial garante o mérito de uma reforma provisória no atual prédio da Central de Flagrantes, para que, enquanto isso, seja construído, no antigo prédio da Polícia Militar, uma estrutura definitiva da Delegacia Regional de Picos, que atende vários municípios, mas até hoje o governo não cumpriu essa determinação judicial, mesmo sobre a égide das multas aplicadas no valor de R$ 50 mil ao governador, secretário de segurança Fábio Abreu e à secretária de infraestrutura Janaína Marques”, explicou o presidente.

Segundo o sindicato, foram gastos um total de R$ 800 mil na reforma provisória do prédio que funciona a atual Central de Flagrantes, mas que, mesmo assim, já é possível ver a estrutura comprometida com infiltrações, rachaduras e problemas elétricos.

Antigo prédio da Central de Flagrantes

A Central de Flagrantes funcionou, até 2016, em um prédio alugado. Atualmente, o local está sendo utilizado como um armazém de sucatas com veículos apreendidos de investigações, o que o torna insalubre e inapropriado para que alguém exerça algum tipo de trabalho no lugar.

O presidente do Sinpolpi garante que está ocorrendo desvio de função de policiais civis, pois estão sendo designados para trabalhar como vigias no prédio antigo.

“Existe uma escala em que os policiais civis revezam os plantões como vigias dos veículos no prédio antigo. Mesmo com o número mínimo de efetivo para a região, eles são designados para funções de desvio e lá correm risco de saúde e de vida. No prédio ocorreu um incêndio recente, além inúmeras invasões de bandidos tentando roubar peças dos veículos”, expôs o presidente.

Ato de protesto

Apoiado pelos policiais da região, o sindicato iniciou o ato de protesto à meia noite de terça-feira (28) para durar 24 horas até a meia noite de ontem (29). A paralisação é um reflexo de reivindicações que são feitas há mais de três anos, com inúmeras denúncias ajuizadas e descumprimento por parte do governo do Estado.

“O que está acontecendo aqui na Delegacia de Picos é o reflexo da falta de gestão e responsabilidade do governo do Estado com a segurança pública. Não temos nenhuma satisfação em paralisar nossas atividades, pois sabemos que o trabalho da Polícia Civil é crucial para sociedade, mas com os descumprimentos judiciais do governo nos vemos obrigados a parar, chamando a atenção tanto da sociedade quanto do governo para a situação caótica e precária em que policiais civis trabalham”, alertou o presidente.

Os dois dias de visita e ato de protesto serviram para que os diretores visitassem o Poder Judiciário, o Ministério Público e os prédios usados pela Secretaria de Segurança no município de Picos. O juiz substituto garantiu que será marcada uma nova audiência entre o governo e o sindicato e, de modo urgente, irá solicitar a retirada dos policiais civis do prédio antigo, que trabalham lá como vigias de patrimônio.

“Nós não iremos parar de cobrar, até que todas as obrigações do governo, apresentadas judicialmente, sejam cumpridas. É necessário que a população também cobre o governo, dos políticos que aparecem de quatro em quatro anos para pedir votos, estamos do lado da sociedade, por isso lutamos para que sejam garantidas condições dignas de trabalho”, finalizou o presidente.

Veja o vídeo da situação registrada em Picos:

Fonte: Imprensa Sinpolpi

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