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SINPOLPI RECEBE PROTOCOLO DO NÚCLEO DE PESQUISA SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES (NUPEC/UFPI) PARA QUALIFICAR REGISTROS SOBRE LINCHAMENTO
Publicado em March 5, 2026, 10:53 a.m.
O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (SINPOLPI) esteve presente, nesta segunda-feira, 3 de março, na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em mais um passo importante para o fortalecimento da segurança pública e da proteção dos direitos da criança e do adolescente.
Na ocasião, o sindicato recebeu do Núcleo de Pesquisa sobre Crianças e Adolescentes (NUPEC), vinculado ao Departamento de Ciências Sociais da UFPI, o Protocolo de Produção Cidadã de Dados sobre Indicadores de Linchamento, o primeiro documento dessa natureza desenvolvido no Brasil.

A ferramenta tem como objetivo auxiliar diretamente os Oficiais Investigadores no momento do registro de ocorrência, contribuindo para a qualificação das informações coletadas, padronização de dados e fortalecimento das políticas públicas baseadas em evidências.

O presidente do SINPOLPI, Isaac Vilarinho, destacou a relevância do reconhecimento institucional e da parceria entre universidade e segurança pública. “É com imensa alegria que recebemos das mãos de pesquisadores da Universidade Federal do Piauí, o protocolo de linchamento. Esse é o nosso papel, representar o sentimento dos Oficiais Investigadores e cumprir nossa missão constitucional de defender a sociedade, sendo reconhecidos pelos diversos atores da nossa comunidade”, destaca.
O professor e pesquisador do NUPEC, Marcondes Costa, ressaltou o caráter pioneiro da iniciativa. “Ressaltamos a importância de apresentar e entregar o primeiro protocolo sobre linchamento no Brasil aos Oficiais Investigadores. Este é um documento financiado pela Secretaria de Segurança Pública e desenvolvido pela Universidade Federal. Esperamos que a implementação ocorra o mais breve possível e destacamos que a atuação dos policiais é essencial na efetivação dos registros de linchamentos”, afirma.
A jornalista e pesquisadora do NUPEC, Maria Romero, enfatizou a relevância dos dados produzidos e a necessidade da parceria institucional para a efetivação do protocolo. “Esses dados presentes no protocolo são fundamentais para monitorar o fenômeno do linchamento, que não é tipificado criminalmente, mas que identificamos com recorrência durante a pesquisa no Piauí. Trata-se de um fenômeno diretamente relacionado à atividade policial, tanto porque policiais também podem ser vítimas, quanto porque são agentes centrais na prevenção e na intervenção dessas ocorrências. Contamos com o SINPOLPI como parceiro estratégico na consolidação desses dados e na futura implementação do protocolo junto à Secretaria de Segurança”, conclui.
A iniciativa reforça a integração entre produção acadêmica e atuação policial, fortalecendo a cidadania, a justiça e a construção de uma segurança pública cada vez mais qualificada.
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